DIOXINA: O DERRADEIRO ALERTA!
Ela é hoje considerada a mais violenta substância criada pelo homem, com seu grau de periculosidade ultrapassando tanto o urânio quanto o plutônio. Pior do que isto, compondo uma família de 200 membros, as dioxinas estão totalmente fora de controle no meio ambiente. Sua geração – produzida por moléculas de cloro submetidas a altíssimas temperaturas onde há matéria orgânica – abrange um espectro que vai dos processos de branqueamento de papel até a incineração de lixo, passando pela queima de PVC e de tinta, ou ainda, pelos agrotóxicos. Entre seus males está o extermínio das defesas naturais do corpo – numa sintomática contemporaneidade com a AIDS – o surgimento de diversos tipos de câncer e a teratogenia, ou seja, a propriedade de produzir seres de aspecto monstruoso. Ainda não tendo este nome, as dioxinas já haviam contaminado operários nos Estados Unidos, na Alemanha e noutros pontos que a literatura restrita de alguns cientistas documentara. Ocultas nas moléculas de ácido acético, elas foram cruéis armas de guerra norte-americanas no Vietnã.
Empresa quer instalar usina de energia por incineração de lixo no Brasil
por Fernanda Dalla Costa — última modificação Mar 12, 2010 06:51 PM
A empresa canadense Naanovo Clean Energy está negociando com os estados de Goiás, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná para escolher o local e implantar a primeira usina de geração de energia por incineração de resíduos no Brasil. Organizações brasileiras fazem oposição ao método.
A informação é de Anthony Loureiro, presidente da subsidiária brasileira da Naanovo Clean Energy. Segundo ele, a definição da cidade que receberá a usina ainda está sob negociação. "Estamos trazendo para o Brasil a tecnologia sueca de incineração de resíduos", disse.
Loureiro afirma que todo o investimento na planta - US$ 40 milhões (R$ 71,38 milhões) - será feito pela empresa e que o município escolhido obterá um benefício financeiro. Segundo ele, com o uso da incineração, o custo do descarte do lixo - que atualmente gira em torno de R$60 por tonelada que chega aos aterros sanitários - pode cair pela metade.
"Eu posso cobrar R$10, R$20, R$30, um valor bem abaixo do que a prefeitura já paga. Esse é o lucro que a prefeitura pode ter, porém a venda da energia, a R$0,18 o quilowatt e a venda da água é minha", afirmou, referindo-se aos 7 megawatts/hora de energia e aos 32 mil litros de água de reúso por hora, ambos produtos da operação.
"Temos usinas que destroem 180 toneladas de lixo por dia gerando 178 megawatts de energia, o que corresponde a 7 megawatts por hora, taxa que não é alcançada por nenhuma outra tecnologia de incineração", garantiu.
Porém, o valor de venda de R$ 180,00 por megawatt da energia gerada a partir da incineração dos resíduos domiciliares ainda é um preço elevado se comparado aos R$ 128,00 por megawatt da venda da energia térmica e aos R$ 148,00 por megawatt da energia eólica, uma das fontes mais caras nos leilões de energia promovidos pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
"Mesmo acima da média, de preços, esse valor não é tão ruim, se considerarmos que ele dá uma destinação ao lixo, que é um problema mundial", ponderou o consultor em eficiência energética Cyro Boccuzzi, da Ecoee Consultoria.
DESVANTAGENS
Estudos indicam que a incineração de resíduos pode emitir gases causadores de efeito estufa e mais de 195 compostos químicos diferentes, entre eles o dióxido de carbono e o óxido nitroso, que são prejudiciais à saúde humana e ao meio ambiente.
Esse risco, segundo Loureiro, não acomete a tecnologia da Naanovo, pois na Suécia são feitos monitoramentos diários nas plantas de incineração, que mostram que os índices de emissões são próximos a zero.
O problema, segundo Elizabeth Grimberg, coordenadora executiva e de Ambiente Urbano do Instituto Pólis, é que as emissões diárias são difíceis de serem medidas e normalmente não revelam resultados alarmantes ao contrário das medições a longo prazo.
"As emissões são cumulativas, então pode estar abaixo do recomendados pela legislação diariamente. Mas na somatória dessas emissões ao longo dos anos o resultado é assustador", afirma Grimberg.
Loureiro acrescenta mais um benefício à sua causa, o de que o processo também gera 5% de cinzas inertes que podem ser usados para a fabricação de blocos para a construção civil e que, nos planos da Naanovo, servirão de base para uma nova ocupação para as pessoas que vivem da venda de produtos recolhidos no lixão.
Isso porque, de acordo com o presidente da subsidiaria brasileira, o processo não indica a necessidade da realização de triagem, coleta seletiva ou reciclagem prévia dos resíduos.
"Do jeito que o caminhão entra na minha planta ele despeja tudo la dentro, não precisa de uma coleta seletiva antes, a turbina consome tudo", disse o presidente.
"No caso de algumas leis brasileiras que exigem que uma porcentagem seja reciclada, tudo bem, podemos fazer a triagem, separar um pouco, mas a turbina pode dar conta de tudo."
Na opinião de Grimberg, a tecnologia da incineração vai na contra-mão do aproveitamento integral da vida util dos materiais, da redução do uso de matéria prima, energia e água.
"Essa atividade impactará toda a cadeia da indústria da reciclagem, que já está montada, impactará a economia da reciclagem, o trabalho e a renda dos catadores, além do acúmulo de emissões e o impacto no preço das matérias primas", disse.
A coordenadora do Pólis também lembra do custo financeiro desses projetos. "O projeto de instalação de uma usina para o aproveitamento energético de 2 mil toneladas de resíduos da cidade de São Paulo tem um custo estimado em US$ 250 milhões".
Grimberg afirma que a o Instituto Pólis não trata a incineração como uma solução para o lixo. "É um tipo de destinação de alto impacto ambiental, de altos custos e impactos sociais, desperdício da parte orgânica que poderia gerar um adubo e não cinzas", disse.
Parte da demora na votação da Política Nacional dos Resíduos Sólidos, foi provocada pelas manifestações contrárias ao reaproveitamento energético de lixo. Em dezembro do ano passo, um grupo de 12 entidades paulistas, entre elas o Instituto Pólis, o Movimento Nacional dos Catadores de Recicláveis e o Movimento Nossa São Paulo manifestaram-se contra a implantação de sistemas de incineração de resíduos para a geração de energia na cidade.
O projeto de lei 203/91 que estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos foi aprovado na Câmara dos Deputados em 10 de março e aguarda votação do Senado Federal. A proposta prevê que o aproveitamento energético dos resíduos somente será permitido depois que todos os recursos recicláveis forem separados ou se não houver viabilidade técnica para a reciclagem.
TECNOLOGIA
A tecnologia que sustenta as ações da Naanovo foi desenvolvidas a cerca de 40 anos, na Suécia, onde é usada para gerar calor que é aproveitado na calefação das casas.
Segundo Loureiro, a Suécia não se interessou em disseminar a técnica em outros países e assim a Naanovo comprou a patente da tecnologia e agora pretende levá-la para o mundo.
"Além do Brasil, estamos entrando em Gâmbia, na África e na Europa", disse. Segundo ele, apesar da subsidiaria brasileira existir há 10 meses, nenhum contrato ainda foi fechado.
Loureiro mostra-se otimista com a atuação da empresa no Brasil. "Tenho certeza que assim que eu fechar o primeiro contrato, muitos outros o seguirão".
Tanto otimismo deve-se, segundo Loureiro, ao fato de que nenhuma outra tecnologia de incineração permite extrair 7 megawatts de energia de 7 toneladas de resíduos. Isso é conseguido com a baixa temperatura de operação da turbina (90ºC), que em seguida sofre um resfriamento brusco, o que gera vapor que é condensado em 32 mil litros de água de reuso por hora.
"Além disso, a tecnologia poderá absorver todo o lixo, orgânico ou não, de até cinco anos que estiver nos aterros das cidades contempladas pela usina", afirmou.
Leiam mais em: http:/defensoresdepontezinha.blogspot.com/
Uma escolha simples!
quinta-feira, 8 de julho de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Está acontecendo aqui, breve, se não conseguirmos evitar se espalhará pelo Brasil
Está acontecendo aqui, breve, se não conseguirmos evitar se espalhará pelo Brasil
Nossa luta é contra a corrupção e não meio ambiente mais este caso envolve mais corrupção que metade dos projetos suspeitos em curso no estado de Pernambuco, por isto estou divulgando a luta e aproveitando para alertar os amigos de outros estados pois é sabido que esta empresa (estrangeira), pois o Brasil ainda não constrói usinas com estas especificações, já mantém contato com outros estados..
Numa manobra que mostra bem como o interesse financeiro imediato dos gestores quase sempre está acima do bem comum mesmo que social ambiental e financeiramente seja inviável e insustentável, o governo do estado, as prefeituras do Cabo e do Recife, CPRH um órgão totalmente desacreditado no estado apesar de contar com excelentes profissionais, infelizmente dirigidos por uma pessoa sem escrúpulos usando dos poderes que lhes foram colocados às mãos estavam em surdina preparando a instalação de uma Usina incineradora de lixo para geração de energia, coisa que comprovadamente é inviável devido os altos custos e os malefícios causados aos seres humanos e meio ambiente em sua totalidade.
O povo do Cabo só tomou conhecimento desta agressão a sua soberania pelo Portal Cabo, Blog Defensores de Pontezinha (Alberto Figueiredo), Plantão Cabo, Jornal Tribuna Popular e Movimento Mata D'Uchôa.- Alberto Figueiredo
Arte -PortalCabo
Hoje, está em ebulição o Cabo ferve revoltado pela tentativa de às escondidas colocar em risco gerações de cabenses.
GOVERNADOR:OUTRO CEGO QUE NEM CONHECE UM INVESTIMENTO DE 320. Milhoes
(É a síndrome da mula)
Usina de Incineração de Lixo
Apareceu mais um cego que em sua casa chega um Investimento de 320 Milhões de Reais e o mesmo nada Sabe.
Esta foi A resposta dada ao Jornalista Wilson Firmo do Tribuna Popular “O governador Eduardo Campos disse que fará consulta à sua equipe técnica para tomar conhecimento sobre o empreendimento da Recife Energia após ter ouvido e visto manifestação de integrantes de fórum cabense contra a usina de lixo.
O mais engraçado Nisso é que o Prefeito do Cabo Também disse a mesma coisa para Nos do Portal Cabo e veja que a aqui ouve até anuência dada por um Super Secretario e mesmo assim ninguém Sabe.
Isto mostra os verdadeiros compromissos que estes Gestores têm com sua população.
Eu acho a maior burrice neste tipo de pratica de ambos, com todos estes aparatos financeiros que esta duas pessoas têm (Prefeito do Cabo e Governador do Estado) fica difícil acreditar, eu e tantas outras mídias jornalista que estamos do outro lado desta tela, recebemos várias informações de toda parte do mundo, muitas vezes de forma Precária e de acordo com nossas posses, imagine se nos tivemos atrelado a este reduto financeiros que ambos tem.
Fica difícil acreditar, mas isso é uma pratica velha, praticada por estes Senhores da Casa Grande, onde após da terceira mentira passa ser verdade que até eles mesmo acabam acreditando.
Créditos: Jornalista Wilsom Firmo - Tibuna Popular - Cabo
Foto Tribuna Popular
Trechos do Rima
Caracterização do empreendimento
3.1.2 Localização e acessos
As áreas selecionadas possuem fácil logística, por estarem localizadas às margens da BR-
101, e com acessos já definidos e regularizados junto ao órgão competente – DNIT.
Área 1 – Unidade de Beneficiamento
Denominação do empreendimento CTDR – Central de Tratamento e
Destinação de Resíduos
Código da CPRH 8.112/08
Estados da União Pernambuco
Municípios de localização do empreendimento ÁREA 1 – Recife
ÁREA 2 – Cabo de Santo Agostinho
Área do Projeto ÁREA 1 – 55.038,00m²
ÁREA 2 – 25.416,03m²
Estimativa para a criação de empregos diretos
DIRETOS – 320
INDIRETOS – 240
Capacidade 2.856 toneladas por dia de lixo urbano
A principal fonte poluente do empreendimento será a Unidade de Cogeração, prevista para ser instalada no Cabo de Santo Agostinho (PE). Poderão ser liberados, segundo o Rima, no processo de combustão do CDR (Combustível Derivado de Resíduos), componentes tóxicos como gases ácidos, dioxinas e furanos, metais e materiais particulados neutros.
Essa emissão é regulamentada e controlada pelas Leis e Normas de Proteção Ambiental. Uma instalação para retenção destes poluentes, transformando-os em substâncias neutras e inofensivas, ou fixando-os num sorbente adequado será, portanto, parte indispensável do processo de cogeração.
Foram identificados e quantificados 19 impactos, dos quais oito (08) impactos positivos
todos ligados exclusivamente ao meio antrópico. Dos 11 impactos negativos dez (10) são
observados na fase de Instalação e sete (07) na fase de Operação.
Das dez ações impactantes negativos da fase de Instalação somente um foi considerado
permanente (Possibilidade de contaminação do solo e do aqüífero por produtos químicos e
resíduos) considerando a impossibilidade de descontaminação dos solos e aqüíferos, caso estes venham a ser contaminados.
As demais ações impactantes são temporárias para esta fase, que por si só é uma etapa temporária, cessando quando a obra estiver concluída.
Impactos negativos na fase de Instalação
1. Elevação da concentração de material particulado e efluentes gasosos na atmosfera
2. Alteração do nível de ruídos nas áreas e vias de acesso
3. Movimentação de terra e escavações
4. Risco de contaminação do meio aquático (rios Pirapama e Tejipió)
5. Risco de assoreamento do rio por erosão pluvial do solo
6. Possibilidade de contaminação do solo e do aqüífero por produtos químicos e resíduos
7. Alterações nas Condições Estruturais do Solo
8. Possibilidade de interferência dos trabalhadores com a APA – só para Recife
9. Possibilidade de riscos de acidente
10. Possibilidade de desvalorização dos terrenos no entorno
Créditos Tribuna Popular
Entre nessa luta, envie mensagens de repúdio para o governo do estado, prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, comente, participe!
Nossa luta é contra a corrupção e não meio ambiente mais este caso envolve mais corrupção que metade dos projetos suspeitos em curso no estado de Pernambuco, por isto estou divulgando a luta e aproveitando para alertar os amigos de outros estados pois é sabido que esta empresa (estrangeira), pois o Brasil ainda não constrói usinas com estas especificações, já mantém contato com outros estados..
Numa manobra que mostra bem como o interesse financeiro imediato dos gestores quase sempre está acima do bem comum mesmo que social ambiental e financeiramente seja inviável e insustentável, o governo do estado, as prefeituras do Cabo e do Recife, CPRH um órgão totalmente desacreditado no estado apesar de contar com excelentes profissionais, infelizmente dirigidos por uma pessoa sem escrúpulos usando dos poderes que lhes foram colocados às mãos estavam em surdina preparando a instalação de uma Usina incineradora de lixo para geração de energia, coisa que comprovadamente é inviável devido os altos custos e os malefícios causados aos seres humanos e meio ambiente em sua totalidade.
O povo do Cabo só tomou conhecimento desta agressão a sua soberania pelo Portal Cabo, Blog Defensores de Pontezinha (Alberto Figueiredo), Plantão Cabo, Jornal Tribuna Popular e Movimento Mata D'Uchôa.- Alberto Figueiredo
Arte -PortalCabo
Hoje, está em ebulição o Cabo ferve revoltado pela tentativa de às escondidas colocar em risco gerações de cabenses.
GOVERNADOR:OUTRO CEGO QUE NEM CONHECE UM INVESTIMENTO DE 320. Milhoes
(É a síndrome da mula)
Usina de Incineração de Lixo
Apareceu mais um cego que em sua casa chega um Investimento de 320 Milhões de Reais e o mesmo nada Sabe.
Esta foi A resposta dada ao Jornalista Wilson Firmo do Tribuna Popular “O governador Eduardo Campos disse que fará consulta à sua equipe técnica para tomar conhecimento sobre o empreendimento da Recife Energia após ter ouvido e visto manifestação de integrantes de fórum cabense contra a usina de lixo.
O mais engraçado Nisso é que o Prefeito do Cabo Também disse a mesma coisa para Nos do Portal Cabo e veja que a aqui ouve até anuência dada por um Super Secretario e mesmo assim ninguém Sabe.
Isto mostra os verdadeiros compromissos que estes Gestores têm com sua população.
Eu acho a maior burrice neste tipo de pratica de ambos, com todos estes aparatos financeiros que esta duas pessoas têm (Prefeito do Cabo e Governador do Estado) fica difícil acreditar, eu e tantas outras mídias jornalista que estamos do outro lado desta tela, recebemos várias informações de toda parte do mundo, muitas vezes de forma Precária e de acordo com nossas posses, imagine se nos tivemos atrelado a este reduto financeiros que ambos tem.
Fica difícil acreditar, mas isso é uma pratica velha, praticada por estes Senhores da Casa Grande, onde após da terceira mentira passa ser verdade que até eles mesmo acabam acreditando.
Créditos: Jornalista Wilsom Firmo - Tibuna Popular - Cabo
Foto Tribuna Popular
Trechos do Rima
Caracterização do empreendimento
3.1.2 Localização e acessos
As áreas selecionadas possuem fácil logística, por estarem localizadas às margens da BR-
101, e com acessos já definidos e regularizados junto ao órgão competente – DNIT.
Área 1 – Unidade de Beneficiamento
Denominação do empreendimento CTDR – Central de Tratamento e
Destinação de Resíduos
Código da CPRH 8.112/08
Estados da União Pernambuco
Municípios de localização do empreendimento ÁREA 1 – Recife
ÁREA 2 – Cabo de Santo Agostinho
Área do Projeto ÁREA 1 – 55.038,00m²
ÁREA 2 – 25.416,03m²
Estimativa para a criação de empregos diretos
DIRETOS – 320
INDIRETOS – 240
Capacidade 2.856 toneladas por dia de lixo urbano
A principal fonte poluente do empreendimento será a Unidade de Cogeração, prevista para ser instalada no Cabo de Santo Agostinho (PE). Poderão ser liberados, segundo o Rima, no processo de combustão do CDR (Combustível Derivado de Resíduos), componentes tóxicos como gases ácidos, dioxinas e furanos, metais e materiais particulados neutros.
Essa emissão é regulamentada e controlada pelas Leis e Normas de Proteção Ambiental. Uma instalação para retenção destes poluentes, transformando-os em substâncias neutras e inofensivas, ou fixando-os num sorbente adequado será, portanto, parte indispensável do processo de cogeração.
Foram identificados e quantificados 19 impactos, dos quais oito (08) impactos positivos
todos ligados exclusivamente ao meio antrópico. Dos 11 impactos negativos dez (10) são
observados na fase de Instalação e sete (07) na fase de Operação.
Das dez ações impactantes negativos da fase de Instalação somente um foi considerado
permanente (Possibilidade de contaminação do solo e do aqüífero por produtos químicos e
resíduos) considerando a impossibilidade de descontaminação dos solos e aqüíferos, caso estes venham a ser contaminados.
As demais ações impactantes são temporárias para esta fase, que por si só é uma etapa temporária, cessando quando a obra estiver concluída.
Impactos negativos na fase de Instalação
1. Elevação da concentração de material particulado e efluentes gasosos na atmosfera
2. Alteração do nível de ruídos nas áreas e vias de acesso
3. Movimentação de terra e escavações
4. Risco de contaminação do meio aquático (rios Pirapama e Tejipió)
5. Risco de assoreamento do rio por erosão pluvial do solo
6. Possibilidade de contaminação do solo e do aqüífero por produtos químicos e resíduos
7. Alterações nas Condições Estruturais do Solo
8. Possibilidade de interferência dos trabalhadores com a APA – só para Recife
9. Possibilidade de riscos de acidente
10. Possibilidade de desvalorização dos terrenos no entorno
Créditos Tribuna Popular
Entre nessa luta, envie mensagens de repúdio para o governo do estado, prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, comente, participe!
terça-feira, 29 de junho de 2010
Mais claro, objetivo e realista não poderia ser... Eis a verdade!
Tomo a liberdade de copiar e divulgar as palavras deste grande artista "brasileiro"
2010: Cristais quebrados
Por Carlos Vereza
Não é necessário ser profeta, para revelar antecipadamente o que seráo ano eleitoral de 2010. Ou existe alguém com tamanha ingenuidade para acreditar que o"fascismo galopante" que aparelhou o estado brasileiro, vá,pacificamente, entregar a um outro presidente, que não seja do esquemalulista, os cargos, as benesses, os fundos de pensão, o nepotismo,enfim, a mais deslavada corrupção jamais vista no Brasil? Lula, já declarou, que (sic) "2010 vai pegar fogo!". Entenda-se pormais esta delicadeza gramatical, golpes abaixo da cintura : Dossiêsfalsos, PCC: "em rebelião", MST convulsionando o país... Que a lei deGodwin me perdoe - mas assistiremos em versão tupiniquim, aKristallnacht, A Noite dos Cristais que marcou em 1938 o trágicoinício do nazismo na Alemanha. E os "judeus", serão todos os democratas, os meios de comunicação nãocooptados (verificar mais uma tentativa de cercear a liberdade deexpressão no país: em texto aprovado pelo diretório nacional do PT, éproposto o controle público dos meios de comunicação e mecanismos desanção à imprensa). Tudo isso para a perpetuação no poder de umpartido que traiu um discurso de ética e moralidade ao longo de maisde 25 anos e, gradativamente, impõe ao país um assustador viésautoritário. Não se surpreendam: Há todo um lobyy nacional einternacional visando a manutenção de Lula no poder. Prêmios, como por exemplo, o Chatham House, em Londres, que contou com"patrocínios" de estatais como, Petrobrás, BNDS e Banco do Brasil,sem, até agora uma explicação convincente por parte dos"patrocinadores"; matérias em revistas estrangeiras, enaltecendo o"mantenedor da estabilidade na América Latina". Ou seja: A montagemvirtual de um grande estadista... Na verdade, Lula, é o übermensch dos especuladores que lucram como"nunca na história deste país". Sendo assim, quem, em perfeito juízo, pode supor que este ególatrapassará, democraticamente a faixa presidencial, para, por exemplo,José Serra, ou mesmo, Aécio Neves? Pelo que já vimos de "inaugurações" de obras que sequer foraminiciadas, de desrespeito às leis eleitorais, do boicote às CPIs, comoo da Petrobás, do MST e tantos outros "deslizes", temos o suficientepara imaginar o que será a "disputa" eleitoral em 2010. Confiram. Fonte: http://carlosverezablog.blogspot.com/2009/11/2010-cristais-quebrados.html
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Sobre a tragédia PE/AL e mais uma que se desenha.
Impressiona a falta de vergonha dos políticos brasileiros, sem exceção, são todos crápulas!
A tragédia que se abateu sobre Pernambuco e Alagoas, o drama de milhares de pessoas não conseguiu fazer com que tivessem pelo menos respeito à dor destes e a inteligência de muitos.
Depois de ocorrido o fato ainda aparece o pai dos crápulas para por a culpa em governos passados como se o seu não estivesse à frente dos destinos “deze paiz” há oito anos.
Sem tirar o mérito de suas declarações, pois verdadeiras são.
Pena que se esquece de incluir-se nessa comprovação de incompetência e desvirtuamento da realidade.
Há quinze anos vem dinheiro para revitalização e urbanização da Lagoa do Náutico hoje, fossa, mesmo assim responsável pelo escoamento das águas de diversos bairros, Prazeres, Piedade, Candeias, Sotave, D. Helder, Jardim Prazeres e pelo canal parte de Barra de Jangada e Pontezinha.
Esperemos que as precipitações aqui não atinjam os níveis que alcançaram no interior, se isso acontecer vamos ter outro desastre, então os ratos de plantão vão por a culpa nos governos anteriores.
Desgraça e desastre que possa ser atribuído a fenômeno natural é tudo que os políticos desejam para por em pratica sua segunda maior qualificação, hipocrisia.
Vão andar na lama, chorar, beijar criancinhas e principalmente prometer, pois, a primeira é a capacidade de mesmo vendo tanto sofrimento ainda conseguir com riso nos lábios, desviar verbas para seus bolsos.
Talvez aos senhores, as “incelenças” que estão o poder, mesmo carregados de processos por roubo do dinheiro do povo ainda reste um mínimo de escrúpulo e tomem providências urgentes para que fatos como este não ocorram e gastem o que for necessário para salvar vidas e não para construir parques “lindus” Brasil afora, hospitais lindos sem médicos, escolas com uma qualidade de ensino muito abaixo dos mais baixos níveis do mundo.
Enquanto isso algumas esposas gastam milhares de reais em creme para disfarçar a cara de bunda velha que têm, encher as bundas e os peitos de botox, e comprar bolsas de R$ 25.000,00.
E seus maridos sentarem em restaurantes de luxo, bebericando vinhos de R$ 15.000,00 a garrafa enquanto dividem o produto do roubo, felizes recebendo cumprimentos dos baba ovos de plantão a chamá-los de “incelenças”.
Caso alguns não saibam onde fica esta lagoa e o canal, vejam a localização nessas fotos aéreas para que a cambada não se perca.
domingo, 20 de junho de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Quando as leis perdem a força, passa-se a viver pela lei da força!
Um povo que permite sua constituição ser desrespeitada invariavelmente será subjugado por foras da lei.
Quando as leis perdem a força, se passa a viver pela lei da força.
Há poucos meses o mundo assistiu um povo resguardar, fazer cumprir e respeitar sua constituição.
Um pontinho no mapa mostrou ao mundo que apesar de pressionado pelos gigantes do mundo o povo fez cumprir sua lei maior, não sucumbiu aos pedidos e em muitos casos, as investidas vergonhosas de “pseudos líderes” de alguns países mais comprometidos com a vitória do comunismo e das ditaduras que com a democracia, entre eles o nosso.
Ele e a marginalia que representa o povo brasileiro intrometeu-se na política interna da pequena Honduras exigindo o retorno ao poder de um amigo crápula, perdeu, os hondurenhos e os defensores de sua constituição fizeram Brasil, Venezuela, EUA, e potencias mundiais, calarem-se, mostraram ao mundo o que é honrar sua independência, mais aqui em nosso querido Brasil a constituição virou um punhado de letras escritas num rolo de papel higiênico, desrespeitada, falsificada, adulterada por não ter quem imponha sua magnitude.
Todos juram defendê-la, mais se curvam ao poder do dinheiro e quando se desrespeita a carta magna se desrespeita todo um povo e este quando isso permite é covarde e não merece respeito.
Escrevo no Cidadão repórter do Pernambuco.com e em 07de maio de 2010, coloquei esta matéria:
O que está acontecendo em Pernambuco é vergonhoso, o poder financeiro desrespeita o que resta da constituição (Constituição mesmo há muito não existe é apenas uma porção de letras num rolo de papel).
Em nome do progresso o estado constrói no presente deixando um legado de destruição e o povo heróico passivo acata os desmandos e humilhações a que é submetido. O que está ocorrendo no Paiva é uma mostra da omissão de todo um povo.
Até mesmo os direitos básicos previstos no rolo de papel, são desrespeitados mais quem será contra o poder do dinheiro (na esfera governamental)?
O investidor quer, o governo faz, o povo que se dane, é o progresso, o futuro, mais ninguém diz abertamente quanto está levando nos bolsos.
Uma cidadã (Silvana Maria) repórter escreveu:
GENTEM GOSTARIA DE DIVULGAR O ABSURDO QUE ESTA ACONTECENDO NA PRAIA DO PAIVA NO CABO DE SANTO AGOSTINHO, SIMPLESMENTE CERCARAM A PRAIA E COLOCARAM SEGURANÇAS PARTICULARES NA AREA PARA INTIMIDAR OS MOTORSTAS A NAO ULTRAPASSAREM, OU SEJA, NAO PODEMOS USUFRUIR DO BEM PUBLICO. NO ULTIMO DOMINGO -2/5 NOS DEPARAMOS COM ESTAS CENAS ABSURDAS E ESTAMOS BUSCANDO RESPOSTAS DOS RESPONSAVEIS POR TAL AFRONTA, ATE MESMO OS MORADORES DA AREA NAO PODEM PASSAR UM SENHOR CHEGOU A PASSAR POR CIMA DA CERCA COM UM TRATOR.
É uma vergonha cidadãos brasileiros impedidos de ir e vir, direito garantido no que deveria ser respeitado “As leis constitucionais”, mais como principalmente em Pernambuco quem manda é o dinheiro e os cidadãos baixam a cabeça a arbritariedade do governo e não se faz respeitar, de um povo que aceita marginais comandando seus destinos calados e omissos, tudo que se pode esperar são cenas como estas e imagens valem mais que mil palavras.
Brasileiros eis uma prova do desrespeito as leis constitucionais, ao vosso direito à vossa liberdade.
Chegamos ao limite!
Quando as leis perdem a força, se passa a viver pela lei da força.
Há poucos meses o mundo assistiu um povo resguardar, fazer cumprir e respeitar sua constituição.
Um pontinho no mapa mostrou ao mundo que apesar de pressionado pelos gigantes do mundo o povo fez cumprir sua lei maior, não sucumbiu aos pedidos e em muitos casos, as investidas vergonhosas de “pseudos líderes” de alguns países mais comprometidos com a vitória do comunismo e das ditaduras que com a democracia, entre eles o nosso.
Ele e a marginalia que representa o povo brasileiro intrometeu-se na política interna da pequena Honduras exigindo o retorno ao poder de um amigo crápula, perdeu, os hondurenhos e os defensores de sua constituição fizeram Brasil, Venezuela, EUA, e potencias mundiais, calarem-se, mostraram ao mundo o que é honrar sua independência, mais aqui em nosso querido Brasil a constituição virou um punhado de letras escritas num rolo de papel higiênico, desrespeitada, falsificada, adulterada por não ter quem imponha sua magnitude.
Todos juram defendê-la, mais se curvam ao poder do dinheiro e quando se desrespeita a carta magna se desrespeita todo um povo e este quando isso permite é covarde e não merece respeito.
Escrevo no Cidadão repórter do Pernambuco.com e em 07de maio de 2010, coloquei esta matéria:
O que está acontecendo em Pernambuco é vergonhoso, o poder financeiro desrespeita o que resta da constituição (Constituição mesmo há muito não existe é apenas uma porção de letras num rolo de papel).
Em nome do progresso o estado constrói no presente deixando um legado de destruição e o povo heróico passivo acata os desmandos e humilhações a que é submetido. O que está ocorrendo no Paiva é uma mostra da omissão de todo um povo.
Até mesmo os direitos básicos previstos no rolo de papel, são desrespeitados mais quem será contra o poder do dinheiro (na esfera governamental)?
O investidor quer, o governo faz, o povo que se dane, é o progresso, o futuro, mais ninguém diz abertamente quanto está levando nos bolsos.
Uma cidadã (Silvana Maria) repórter escreveu:
GENTEM GOSTARIA DE DIVULGAR O ABSURDO QUE ESTA ACONTECENDO NA PRAIA DO PAIVA NO CABO DE SANTO AGOSTINHO, SIMPLESMENTE CERCARAM A PRAIA E COLOCARAM SEGURANÇAS PARTICULARES NA AREA PARA INTIMIDAR OS MOTORSTAS A NAO ULTRAPASSAREM, OU SEJA, NAO PODEMOS USUFRUIR DO BEM PUBLICO. NO ULTIMO DOMINGO -2/5 NOS DEPARAMOS COM ESTAS CENAS ABSURDAS E ESTAMOS BUSCANDO RESPOSTAS DOS RESPONSAVEIS POR TAL AFRONTA, ATE MESMO OS MORADORES DA AREA NAO PODEM PASSAR UM SENHOR CHEGOU A PASSAR POR CIMA DA CERCA COM UM TRATOR.
É uma vergonha cidadãos brasileiros impedidos de ir e vir, direito garantido no que deveria ser respeitado “As leis constitucionais”, mais como principalmente em Pernambuco quem manda é o dinheiro e os cidadãos baixam a cabeça a arbritariedade do governo e não se faz respeitar, de um povo que aceita marginais comandando seus destinos calados e omissos, tudo que se pode esperar são cenas como estas e imagens valem mais que mil palavras.
Brasileiros eis uma prova do desrespeito as leis constitucionais, ao vosso direito à vossa liberdade.
Chegamos ao limite!
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Uma das grandes vitórias do governo Lulla!
Um ano depois o resultado de uma grande vitória do governo Lulla se mostra em toda sua gloria!
O Brasil dividido.
Alberto Figueirêdo
Raposa: um ano depois, o Sol se pôs
Geraldo Lino
27/abr/10 (Alerta em Rede) - Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajou a Roraima, pela segunda vez em seu mandato, para comemorar o aniversário da demarcação definitiva da reserva indígena Raposa Serra do Sol em território contínuo. Como se recorda, a medida obrigou a expulsão de todos os “não-índios” da área, inclusive os arrozeiros que desempenhavam a única atividade econômica regular ali praticada. Na ocasião, tanto a cúpula do Governo Federal como todo o movimento ambientalista-indigenista saudaram ruidosamente o evento como um triunfo histórico, que de fato foi, para este aparato intervencionista que opera no País como uma eficiente força de “guerra irregular” a serviço de uma agenda estrangeira. Um ano depois, é interessante e didático conferir o resultado da medida.
Convidada pelo Palácio do Planalto a acompanhar a comitiva oficial, a jornalista Tania Monteiro, do jornal O Estado de S. Paulo, escreveu um didático relato da visita presidencial à reserva, ao qual deu o significativo título “Um vaga-lume na selva” (24/04/2010). Passemos-lhe a palavra:
O que o presidente Lula e sua comitiva não encontraram, na comemoração do aniversário da demarcação da Reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, foi a divisão que lá havia, há um ano, entre os índios favoráveis à demarcação contínua e à expulsão dos brancos produtores de arroz ou pecuaristas daquelas terras e os que se opunham à expulsão dos arrozeiros, porque dependiam deles para sua sobrevivência. Desta feita, o que Lula encontrou foi uma completa união: tanto os que eram favoráveis como os que eram contra a exclusividade da ocupação indígena daquelas terras se tornaram solidariamente contra a demarcação tal como foi feita.
É que os dois grupos sentiram fortemente os efeitos da queda de produção e da falta de trabalho. Seus meios de sobrevivência escassearam e, de lá para cá, os chefes de família têm tido de se contentar com o que suas mulheres recebem do Bolsa-Família e do programa de cestas básicas.
De fato, a inconsequente, se não criminosa, decisão de expulsar os produtores da área implicou na perda de uma safra anual da ordem de 120-130 mil toneladas de arroz, que eram cultivados em 20 mil hectares – meros 1,1 % da área total da reserva. Além de proporcionar mais de 6 mil empregos diretos e indiretos, a rizicultura representava 7-8% do PIB de um estado ainda extremamente dependente de repasses orçamentários do Governo Federal. Além de abastecer o estado, o arroz cultivado na área era exportado para o Amazonas (onde abastecia até 80% do mercado local), Pará e Amapá. Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o arroz roraimense, cuja produtividade era a mais alta do País, atingindo índices superiores a 6 toneladas por hectare, alimentava uma população de cerca de dois milhões de pessoas (Resenha Estratégica, 23/04/2008).
Voltando a Tânia Monteiro, ela observou que:
O pretendido entusiasmo, que se esperava dos grupos de índios convocados e organizados pelo Conselho Indígena de Roraima (CIR) - entidade que comandara mobilizações em favor da demarcação contínua - para recepcionar o presidente da República em Maturuca, cantar o Hino Nacional em dialeto macuxi e exibir outras formas de vitoriosa alegria, ficou obnubilado pela frustração e tristeza dos que haviam perdido o trabalho de uma vida inteira ou até de mais de uma geração.
Segundo ela, nem o governador do estado, José Anchieta Júnior (PSDB), compareceu à “festa”, por ter sido um dos opositores à demarcação contínua e à expulsão dos rizicultores. E, observou, nem “as descontraídas brincadeiras do presidente Lula - que colocou um cocar na cabeça e ameaçou usar do arco e flecha contra fotógrafos”, animaram os presentes.
Aliás, a reação presidencial aos fatos do mundo real foram simplesmente deploráveis (embora não se pudesse esperar algo diferente). Lula não somente não se deu por achado, fingindo não perceber o desagrado generalizado, como ainda debochou do fato de que as instalações elétricas e sanitárias que encontrou na maloca Maturuca eram provisórias, tendo sido instaladas às pressas apenas para uso de sua comitiva. “Na hora em que eu virar as costas, vocês vão ficar no escuro outra vez, como se eu fosse um vaga-lume”, disse ele.
Para não ficar de todo mal, o presidente da República prometeu que o ministro de Minas e Energia voltaria ao local para levar luz à localidade. Mas, como observou oportunamente Tânia Monteiro, teve a prudência de não dizer quando isso ocorreria. Pelo que se pode supor das inclinações do seu governo, talvez, nas calendas gregas.
Não seria ironia dizer que, na Raposa Serra do Sol, os indígenas passaram a contar apenas com o astro-rei para iluminar o seu vasto território “libertado” do convívio com os não-índios.
O Brasil dividido.
Alberto Figueirêdo
Raposa: um ano depois, o Sol se pôs
Geraldo Lino
27/abr/10 (Alerta em Rede) - Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajou a Roraima, pela segunda vez em seu mandato, para comemorar o aniversário da demarcação definitiva da reserva indígena Raposa Serra do Sol em território contínuo. Como se recorda, a medida obrigou a expulsão de todos os “não-índios” da área, inclusive os arrozeiros que desempenhavam a única atividade econômica regular ali praticada. Na ocasião, tanto a cúpula do Governo Federal como todo o movimento ambientalista-indigenista saudaram ruidosamente o evento como um triunfo histórico, que de fato foi, para este aparato intervencionista que opera no País como uma eficiente força de “guerra irregular” a serviço de uma agenda estrangeira. Um ano depois, é interessante e didático conferir o resultado da medida.
Lulla assina demarcação
Convidada pelo Palácio do Planalto a acompanhar a comitiva oficial, a jornalista Tania Monteiro, do jornal O Estado de S. Paulo, escreveu um didático relato da visita presidencial à reserva, ao qual deu o significativo título “Um vaga-lume na selva” (24/04/2010). Passemos-lhe a palavra:
O que o presidente Lula e sua comitiva não encontraram, na comemoração do aniversário da demarcação da Reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, foi a divisão que lá havia, há um ano, entre os índios favoráveis à demarcação contínua e à expulsão dos brancos produtores de arroz ou pecuaristas daquelas terras e os que se opunham à expulsão dos arrozeiros, porque dependiam deles para sua sobrevivência. Desta feita, o que Lula encontrou foi uma completa união: tanto os que eram favoráveis como os que eram contra a exclusividade da ocupação indígena daquelas terras se tornaram solidariamente contra a demarcação tal como foi feita.
É que os dois grupos sentiram fortemente os efeitos da queda de produção e da falta de trabalho. Seus meios de sobrevivência escassearam e, de lá para cá, os chefes de família têm tido de se contentar com o que suas mulheres recebem do Bolsa-Família e do programa de cestas básicas.
De fato, a inconsequente, se não criminosa, decisão de expulsar os produtores da área implicou na perda de uma safra anual da ordem de 120-130 mil toneladas de arroz, que eram cultivados em 20 mil hectares – meros 1,1 % da área total da reserva. Além de proporcionar mais de 6 mil empregos diretos e indiretos, a rizicultura representava 7-8% do PIB de um estado ainda extremamente dependente de repasses orçamentários do Governo Federal. Além de abastecer o estado, o arroz cultivado na área era exportado para o Amazonas (onde abastecia até 80% do mercado local), Pará e Amapá. Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o arroz roraimense, cuja produtividade era a mais alta do País, atingindo índices superiores a 6 toneladas por hectare, alimentava uma população de cerca de dois milhões de pessoas (Resenha Estratégica, 23/04/2008).
Voltando a Tânia Monteiro, ela observou que:
O pretendido entusiasmo, que se esperava dos grupos de índios convocados e organizados pelo Conselho Indígena de Roraima (CIR) - entidade que comandara mobilizações em favor da demarcação contínua - para recepcionar o presidente da República em Maturuca, cantar o Hino Nacional em dialeto macuxi e exibir outras formas de vitoriosa alegria, ficou obnubilado pela frustração e tristeza dos que haviam perdido o trabalho de uma vida inteira ou até de mais de uma geração.
Segundo ela, nem o governador do estado, José Anchieta Júnior (PSDB), compareceu à “festa”, por ter sido um dos opositores à demarcação contínua e à expulsão dos rizicultores. E, observou, nem “as descontraídas brincadeiras do presidente Lula - que colocou um cocar na cabeça e ameaçou usar do arco e flecha contra fotógrafos”, animaram os presentes.
Aliás, a reação presidencial aos fatos do mundo real foram simplesmente deploráveis (embora não se pudesse esperar algo diferente). Lula não somente não se deu por achado, fingindo não perceber o desagrado generalizado, como ainda debochou do fato de que as instalações elétricas e sanitárias que encontrou na maloca Maturuca eram provisórias, tendo sido instaladas às pressas apenas para uso de sua comitiva. “Na hora em que eu virar as costas, vocês vão ficar no escuro outra vez, como se eu fosse um vaga-lume”, disse ele.
Para não ficar de todo mal, o presidente da República prometeu que o ministro de Minas e Energia voltaria ao local para levar luz à localidade. Mas, como observou oportunamente Tânia Monteiro, teve a prudência de não dizer quando isso ocorreria. Pelo que se pode supor das inclinações do seu governo, talvez, nas calendas gregas.
Não seria ironia dizer que, na Raposa Serra do Sol, os indígenas passaram a contar apenas com o astro-rei para iluminar o seu vasto território “libertado” do convívio com os não-índios.
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